Pegando carona na edição deste mês da revista Target, e nas discussões do Orkut, o Dilema das Houses chega ao Mídia Básica. O grande problema de toda essa história está no descompasso existente entre uma agência de publicidade e as houses.
A onda das houses, ao que tudo indica, está crescendo. Em primeira instância as houses têm surgido como uma solução barata para uma necessidade antiga das empresas: a publicidade. A criação de um setor dentro das empresas que dê suporte “em tempo real” a demanda contínua – ainda que pequena – de material publicitário, tem gerado conflitos entre os profissionais da área.
O dito descompasso surge quando uma house – que deveria cuidar apenas de tarefas pequenas – atua como substituta de uma agência de publicidade, por exemplo, criando campanhas para a empresa. A meu ver a questão é bastante óbvia: É preciso entender que a house é uma boa solução para os problemas simples do dia-a-dia de uma empresa. Quando comparada à uma agência – que tem à sua disposição um leque de profissionais especializados em cada área da publicidade – uma house torna – se extremamente obsoleta.
Infelizmente é preciso considerar que existe uma enorme diferença entre a teoria e a prática. Ou seja: por mais que as houses não estejam aptas à desenvolver trabalhos publicitários, ainda sim custam menos para a empresa. Este fato, como todos sabem, muda tudo. No final das contas não adianta apontar as desvantagens de uma house, se a empresa que não estiver disposta à destinar verba para o campo publicitário, ela sempre optará pelo mais barato: a house.
F.Gimenes

