Nas últimas semanas tenho acompanhado alguns fóruns específicos sobre design e cheguei a uma conclusão: O design está chic demais. Os profissionais do ramo têm trabalhado cada vez mais na busca de novos conceitos, valendo-se de ferramentas cada vez mais avançadas. Entretanto, curiosamente, parecem não estar aptos à manusear o poder que têm em mãos.
A figura do designer, com a evolução da publicidade, mitificou-se. Com esse status adqüirido, as pessoas passaram a ter receio do tal designer, acham que é caro e que não é para elas.
O design, principalmente agora, na tão falada Web 2.0, deve ser direto. A busca desenfreada pelo novo acaba sempre na decadência visual. “Todo mundo tá revendo o que já foi visto”. Ora, se a postura do designer for a de se aproximar dos clientes potenciais e a de optar pelo auxílio na venda do produto (objetividade e clareza ao passar a mensagem) a história é outra.
Nova Postura
É preciso que os profissionais de design de hoje reavaliem sua postura perante seus clientes. O designer tem que facilitar a vida do consumidor. O profissional tem que fazer design para quem não é designer, objetivando o retorno para o investimento que o cliente fez, Não estou defendendo uma web menos criativa, mas sim, que criatividade não seja confundida com excessos. O excesso de “criatividade” impede o objetivo principal de um produto ou campanha: vender. Mais que prêmios, necessita-se buscar modelos eficazes no diálogo direto com o consumidor de determinado produto. Como disse L.Fernando Veríssimo certa vez “mais que falar corretamente, é preciso ser claro”. Para os designers de plantão vai a dica, design para quem não é designer.


O designer é o tradutor das estratégias pela via pictórica. Neste fazer às vezes menos é mais. O problema é que o mercado está fazendo o povo fazer mais por menos. Desprofissionalizando o mercado.
Sempre com a palavra certa, Flores. Vou adotar o termo “desprofissionalizante”, ele tem se aplicado cada vez mais no dia-a-dia.