Arquivo para Abril, 2008

Curtas (02)

A Chocolates Garoto inovou. Foram instaladas neste final de semana, na Reta da Penha, em Vitória, duas empenas de 10×25 metros para mostrar as peripécias de três aventureiros em busca do bombom Serenata. A peça produzida pela Prisma Propaganda tem atraído os olhares de quem passa pela avenida, que é uma das mais movimentadas da capital. Os bonecos possuem tamanho real de um adulto e são facilmente confudidos com pessoas. A localização estratégica da peça tem impactado cerca 5.740 pessoas, por hora, em horários de pico.

Fonte: Portal da Propaganda

Ossos do Ofício (04)

Fonte: Propmark

Em tempos de dengue, surgem certas variações da doença…

1º Fórum Capixaba de Marketing Digital

Acontece no próximo dia 8 de maio, em Vitória, o primeiro Fórum Capixaba de Marketing Digital. O evento, promovido pela e-Brand, visa discutir os novos rumos das estratégias de marketing digital . Com o slogan “O caminho é digital”, estarão na pauta de discussões temas pertinentes ao dia-a-dia dos profissionais da área como: Mecanismos de busca, Conteúdos Interativos, Redes Sociais, Database Marketing, Data Intelligence e Comércio eletrônico.

Os interessados em participar do evento devem se cadastrar no site da e-brand e esperar a confirmação da inscrição. Como as inscrições são restritas a convidados, uma outra forma de garantir a vaga no Fórum é participar ativamente das ações promovidas pela organização, como as discussões no blog do evento. A idéia é movimentar o cenário capixaba e permitir que os profissionais já estejam interatuando antes mesmo do evento. São esperados 200 profissionais das áreas de Internet, Marketing, Comunicação e Publicidade para o debate acerca dos temas relacionados ao universo da internet, celular e TV digital.

Confira aqui a Programação do Fórum.

1º Fórum Capixaba de Marketing Digital

Info: Jacqueline Viana 

Coordenadora de Comunicação
e-brand Estratégias Online
MSN: jaccomunica@hotmail.com
Tel.: 55 (27) 2104.0822

 

 

Algo sobre a formação do Preço

Talvez seja um mal nascido em conseqüência da popularização da Publicidade. Talvez seja um mal anterior ao boom publicitário dos últimos anos. Em verdade, não sei. O que sei é que é um problema que muito me preocupa: A formação do preço.

É comum ouvir histórias de “pastinhas” que fizeram o site de fulano de tal por R$500, às vezes, até menos. Ou daquele cara que é Bancário, Frentista, Músico e ainda consegue ser “Diretor de Arte”. Nada contra as classes citadas, as respeito muito. O que não respeito é essa falta de senso crítico que predomina hoje em dia.

Para muitos empresários o papel da publicidade ainda não se revelou inteiramente. O velho ditado “A propaganda é a alma do negócio” até hoje não fez sentido. Nota-se, claramente, a intensa procura pela redução de custos. A verba destinada à publicidade fica cada vez menor, e é exatamente aí, que os “pastinhas” entram. Sempre com sorrisos largos, preços irrisórios e apelidos íntimos; acabam ganhando o cliente.

Talvez seja uma coisa regionalista, e nos grandes centros publicitários (leia-se Rio e SP), isso não ocorra com tanta freqüência. Entretanto, aqui em Vitória, trata-se de uma prática bem comum. As grandes empresas já sacaram a importância da publicidade (talvez por isso sejam grandes) e já delegaram essa função às agências. Porém, as empresas de pequeno e médio porte ainda não descobriram o “caminho das pedras”.

Conseqüências

As conseqüências são bem claras: Sempre os mesmos anúncios (em qualquer mídia), um mercado baseado na filosofia do “quem cobra menos”, desvalorização do Conceito, desvalorização da classe; entre tantas outros males.

Esse câncer que ataca o mercado de hoje é ruim para todos. O público dos últimos anos evoluiu, já tem malícia. As pessoas, hoje, não querem apenas ver o produto, elas querem surpresa, criatividade, inovação. Essa repetição infidável não leva ninguém à nada. O produto não vende, as agências ficam impedidas de crescer e o mercado se estagna. Espero que, com tanta mão-de-obra, haja aí uma seleção natural. Uma imensa peneira que logo separe o joio do trigo, já não agüento mais.

F.Gimenes

Os super-interativos

Há algum tempo já conhecia a campanha Super-Interativos, da 4Ps. A campanha é uma sátira à alguns problemas do mercado. Impecílios comuns na vida das agências e da publicidade em geral estão em foco, como os “Vilões” da publicidade. Nessa categoria encontram-se figuras como o “Sobrinho-Fera”, o “Publicitário Míope” e o “Gerente desplugado”.  Particularmente, achei fantástica a idéia de fazer uma limonada com tantos limões existentes nesse dia-a-dia profissional.

No site da campanha é possível ainda que o usuário seja um dos Super-Interativos. Há uma sessão em que o próprio usuário cria um ‘avatar’ de sua versão super-interativo. O site é bem humorado e os textos, no mínimo, divertidos. Talvez a campanha não tenha sensibilizado o internauta comum. Contudo, com certeza, chamou a atenção dos profissionais do ramo.

Ossos do ofício (3)

Uma graça de menino…

Design para quem não é designer

Nas últimas semanas tenho acompanhado alguns fóruns específicos sobre design e cheguei a uma conclusão: O design está chic demais. Os profissionais do ramo têm trabalhado cada vez mais na busca de novos conceitos, valendo-se de ferramentas cada vez mais avançadas. Entretanto, curiosamente, parecem não estar aptos à manusear o poder que têm em mãos.

A figura do designer, com a evolução da publicidade, mitificou-se. Com esse status adqüirido, as pessoas passaram a ter receio do tal designer, acham que é caro e que não é para elas.

O design, principalmente agora, na tão falada Web 2.0, deve ser direto. A busca desenfreada pelo novo acaba sempre na decadência visual. “Todo mundo tá revendo o que já foi visto”. Ora, se a postura do designer for  a de se aproximar dos clientes potenciais e a de optar pelo auxílio na venda do produto (objetividade e clareza ao passar a mensagem) a história é outra.

Nova Postura

É preciso que os profissionais de design de hoje reavaliem sua postura perante seus clientes. O designer tem que facilitar a vida do consumidor. O profissional tem que fazer design para quem não é designer, objetivando o retorno para o investimento que o cliente fez, Não estou defendendo uma web menos criativa, mas sim, que criatividade não seja confundida com excessos. O excesso de “criatividade” impede o objetivo principal de um produto ou campanha: vender. Mais que prêmios, necessita-se buscar modelos eficazes no diálogo direto com o consumidor de determinado produto. Como disse L.Fernando Veríssimo certa vez “mais que falar corretamente, é preciso ser claro”.  Para os designers de plantão vai a dica, design para quem não é designer.

Ossos do Ofício (2)

Mais uma vez do Blogesponja:

tira3.jpg

Acho que não…

Curtas (01)

A página de Vídeos deste blog encontra-se atualizada. Quem tiver sugestões de bons vídeos publicitários basta deixar um comentário. Entre os vídeos postados há um vídeo sobre uma Ação de Guerrilha efetuada no Japão, ilustrando o post da semana passada.

Coincidência demais

Hoje pela manhã folheava a edição de Janeiro da revista da Imasters quando me deparei com o artigo sobre “coincidências” na publicidade. Coincidência, plágio, ou excesso de referência? Uma questão complicada que remete a uma crise criativa dentro da publicidade. Não é novidade que a maioria dos trabalhos produzidos hoje – pelo menos em web – não apresenta nada de novo. Há excessões, claro. Sites, por exemplo, produzidos sob uma ótica diferenciada que acrescenta algo de relevante.

De volta ao dilema do plágio, realizei uma consulta com o Mr. Google e encontrei no Brogui.com alguns exemplo de plágio publicitário, ou coincidência, que ilustram este post:

Peço aos leitores deste canal: clique aqui e deixe sua opinião. Plágio ou coincidência?

A Criatividade

A criatividade, como todos sabem, é a força que movimenta a publicidade.  Seja na web, seja em mídias convencionais, surpreender, comover, abordar; todos estes verbos ganham outro sentido quando tem como aliada a Criatividade. Talvez a publicidade brasileira, em nichos específicos, esteja sim sob uma crise criativa. O trabalho do profissional dessa área não é nada fácil, temos um mundo cada vez mais efêmero onde tudo tem a obrigação de ser perfeito. Entretanto, isso não justifica certas “adaptações” de idéias.

O verdadeiro Criativo não pensa em sê-lo, ele simplesmente o é. O verdadeiro Criativo tem o dom de sintetizar o mundo ao seu redor numa peça publicitária, de captar uma cena comum e transformar no close perfeito.  O Criativo exercita sua criatividade 24h por dia.

Referências x Plágio

Buscar referências, pesquisar; são tarefas comuns a qualquer um disposto a criar, seja o que for. Contudo, é preciso muito jogo de cintura na hora de delimitar essa linha tênue que separa um plágio, de uma refência. Essa falta de proposta prejudica a todos. Prejudica o cliente, a agência e o mercado. Aos diretores de arte de plantão vai um apelo: Façamos, desde agora, uma Publicidade limpa, original,; pautada na exclusividade de idéias e de valores. Todos só têm a ganhar.

F.Gimenes

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