A publicidade há anos é um mistério para mim. Em certos momentos a acho extremamente fascinante, em outros vejo-a cansada, decadente. Como em todas as áreas de trabalho há aqueles que fazem um bom trabalho. Profissionais de verdade. E também há aqueles que fazem o seu trabalho sem o compromisso adequado, sem a entrega que o “ser publicitário” exige.
Após ler o artigo “O Publicitário está atirando no próprio pé”, no site da Imasters, passei a repensar algumas atitudes. No artigo o autor fala sobre a falta de objetividade na hora de se produzir campanhas, sobretudo na internet. Trata-se de um tema interessante e bem complexo. As causas e os efeitos desse sintoma confundem-se num ciclo vicioso que já dura algum tempo.
Concordo com Tiago Baeta quando afirma sentir falta da boa e velha simplicidade. Não pobreza. Apenas simplicidade. Em verdade a maioria dos sites e hotsites que já visitei trazem consigo uma ousadia imprecisa. Dificilmente consegue-se achar informações simples sobre um produto, por exemplo. Não estou defendendo a pobreza visual, muito menos desestimulando a criatividade, não. O que tento dizer é que é preciso encontrar um meio termo entre a objetividade (vender o produto) e a criatividade. A publicidade consegue valer-se de outros predicados para se destacar.
Outro fato interessante: Ainda há um descompasso entre a maneira como a internet é produzida e os seus resultados. O potencial é gigantesco, verdade, contudo, é preciso repensar a forma de trabalho. Essa produção desenfreada, buscando utilizar de uma só vez todos os recursos que a rede dispõe acaba banalizando o mercado. Nizan Guanaes disse certa vez que criatividade demais é coisa de amador (outro ponto que concordo). Como isso influencia o mercado? Em verbas menores para os projetos online, acaba em uma falta de preocupação na hora de integrar campanhas on e off. As campanhas online têm tudo para se integrarem às mídias “tradicionais”, entretanto, faz-se necessário um planejamento cauteloso de cada passo a ser dado, assim como sempre ocorreu nas campanhas offline. Vamos transferir os acertos analógicos para o mundo digital.
F.Gimenes


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