Já acendeu seu cigarro hoje? (Parte 2)

Por F.Gimenes

Na segunda parte do post especial “Já acendeu seu cigarro hoje?” temos uma ação de marketing desenvolvida para o filme “Obrigado por fumar” (2006), da 20th Century Fox.

Há algumas semanas do lançamento do longa a empresa organizou a seguinte ação de emboscada: Posionou em diversas salas de cinema promoters  que ficavam do lado de fora esperando a sessão acabar. Quando o público saía, logo as garotas identificavam os fumantes – afinal, duas horas de sessão merecem um cigarrinho. Estes ao acenderem seus “caretinhas” recebiam das belas garotas uma nota de 1 real adesivadas com a data de estréia do filme, ao se despedirem usavam a saudação “Obrigado por Fumar”.

Além de todo o boca-a-boca gerado naturalmente com uma ação dessas, as pessoas repassavam as notas sem retirar o adesivo e a mensagem acabou se espalhando ainda mais. A idéia de distribuir dinheiro e ainda agradecer com um belo “obrigado por fumar” foi apenas uma prévia da qualidade do filme em questão.

Tanto a ação promovida pela Carlton, falada no post anterior, quanto esta promovida pela 20th Century Fox, tratam diretamente do tema “Tabagismo”. A Carlton, mostrando-se em primeira pessoa, coloca em pauta algum bem intangível que só o cigarro pode trazer. Um perfil Cult (remetendo ao passado), charmoso, rebelde? Algo subjetivo demais para ser classificado. O segundo exemplo em questão divulga o filme cujo tema é o cigarro. O objetivo principal é despertar interesse suficiente no público para que este assista a produção independente de sua opinião sobre o tema em.

Apesar de tantas variáveis os dois tipo de publicidade são capazes de vender um produto, no mínimo, polêmico. O público mesmo conhecedor de todos os males desencadeados pelo cigarro, sente-se seduzido à experimentar. Na posição de comunicadores devemos tomar isso como o exemplo máximo de que não há nada que não possa ser vendido, de que nenhuma idéia é absurda demais que não possa ser adaptada e viabilizada.

Talvez este post repercuta como apologia ao tabaco, entretanto trata-se apenas de uma análise analítica dos fatos – algo essencial em nossa profissão. Afinal, como diria Nick Naylor (personagem principal de “Obrigado por fumar”): “Com o argumento certo, nunca estaremos errados”.

Fonte: Cinema com rapadura

Já acendeu seu cigarro hoje? (Parte 1)

Por F.Gimenes

Há algum tempo venho pesquisando ações de marketing utilizadas pelas indústrias de Tabaco. Por quê? É bem simples. Ora, se eles conseguem vender cigarro, conseguem vender qualquer outra coisa. Complementando este fato, está a idéia alternativa de analisar este ramo publicitário – uma vez que por todos os cantos ouve-se apenas gritos histéricos contra o “caretinha”, nenhuma análise mais fria da questão.

Pois bem, a partir dessa idéia pus-me a vasculhar a rede em busca de anúncios e ações promocionais deste ramo um tanto quanto peculiar, contudo a esmagadora maioria dos resultados obtidos com a pesquisa giravam em torno apenas das limitações publicitárias sofridas por essas indústrias, raramente conseguia bons exemplos de campanhas ou ações. Felizmente a web é um território muito extenso que me permitiu trazer até aqui dois bons exemplos da publicidade destinada a vender cigarros. Neste post segue o primeiro “case” que ilustra a publicidade tabagista.

Para entender como funciona a publicidade dos cigarros é preciso, em primeiro lugar, saber o quão restrita ela é. Hoje toda a criação tabagista resume-se quase que exclusivamente aos pontos de venda e merchandising.

A primeira campanha a ser analisada é da marca Carlton, quem assina os trabalhos da marca desde 1972 é a agência DPZ. No último ano a agência desenvolveu uma campanha nas embalagens do produto onde estavam impressas ilustrações do artista plástico francês Francesc Petit. Ao todo foram impressas cinco ilustrações que faziam uma releitura de obras do surrealismo, pop-art, arte moderna e outros movimentos importantes na história da arte. Em todos os desenhos estavam impressos um maço de Carlton sob uma nova perspectiva.

 

A ação agregou a imagem dos cigarros um ar Cult, fazendo alusão às “eras de ouro” vividas pelo cigarro no passado – onde o mesmo estava em todos lugares, cinema, tv, fotografia, entre outras áreas. 

Curiosidade

Os desenhos impressos nesta campanha fora confeccionados originalmente na década de 80. Na ocasião os mesmos não foram aprovados pelos diretores da Souza Cruz e, desde então, permaneceram em stand by, registrados em um caderno simples.

A marca Carlton, fabricada pelas Indústrias Souza Cruz, faturou R$ 346,9 milhões nos primeiros seis meses do ano de veículação da campanha. A companhia atualmente detém a liderança do mercado neste ramo. 

Amanhã será publicada a segunda parte deste post especial sobre o cigarro. Aguardem.

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# Já acendeu seu cigarro hoje? (parte 2)

Olympus esconde câmeras digitais em capitais brasileiras

A Olympus lança dois novos modelos de câmeras digitais compactas com a promoção “Encontre o X”, criada pela agência Bullet.

Uma centena de câmeras digitais foram espalhadas estratégicamente por quatro capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre). Para encontrar o “X” é preciso se cadastrar no hotsite da promoção  e escolher a cidade em que gostaria de receber as pistas que levarão até as câmeras.

Quem descobrir o esconderijo das câmeras deverá entrar em contato para receber o prêmio e concorrer a um SpaceFox. A ação no estilo “caça ao tesouro” teve início no dia 28 de junho e deve durar até o dia 12 de outubro.

Ficha técnica:
Atendimento: Carolina Lacerda e Fernando Figueiredo
Planejamento: Carolina Bueno e Denise de Cássia
Criação: Juliana Curi, Gica Trierweiler, Adriano Cerullo e Mentor Muniz Neto
Operações: Caio Carvalho
Produção: José “Neno” Formiga e Thalita Tavares
Tecnologia: Peopleway
Fonte: PropMark

Comunicação em pauta

Por F.Gimenes

Acontece na próxima segunda-feira, 4, o “Seminário de Comunicação Tribuna 2008″. O evento, que faz parte da série “Seminários Tribuna 2008″, tem início a partir das 12h30 no Centro de Convenções, em Vitória. 

O seminário propõe uma ampla discussão a respeito de temas pertinentes ao mercado atual, além de promover a troca de experiências entre especialistas e participantes. Para tanto participam do evento nomes de destaque como Geraldo Schuller (diretor de Marketing da Rede Tribuna) e George Neiva (Gerente geral de marketing da Casa & Vídeo). A programação inclui ainda a presença de Domingos Pellegrini (jornalista e escritor premiado com 2 Prêmios Jabuti), Marco Chiarettii (Jornalista e responsável pelos portais do Grupo Estado) e também Paulo Carramenha – Diretor/presidente da GFK Indicator e professor da ESPM (SP). A entrada é gratuita, mas as incrições precisam ser efetuadas no site do evento.

Jornalismo, Publicidade & Afinidades

Por F.Gimenes

O jornalismo e a publicidade há muito são duas áreas importantes no cotidiano das pessoas (mesmo que algumas nem pensem a respeito). O jornalismo sempre obteve maior atenção por razões óbvias: é direto e informativo. Já a publicidade, outrora explícita, agora também explora as entrelinhas do dia-a-dia.

Esses dois ramos da comunicação vêm, dia após dia, se fundindo, negando a velha dicotomia proposta. Evidências dessa mudança estão por toda parte num mundo onde a notícia agora é propaganda e a propaganda está sempre virando notícia.

Essas duas faces, em última instância, têm um mesmo perfil: falamos de comunicação. Diante desse contexto surge, então, a figura de um novo comunicador com uma difícil tarefa pela frente: unir o que há de melhor na comunicação. Já não basta saber escrever, é preciso opinar, não basta apenas informar, é preciso anunciar a informação. Faro fino e sagacidade.

Corda Bamba

Além de toda a questão pertinente a forma como a notícia – ou a propaganda – é divulgada, existe ainda outro fator agravante: a relação de proximidade estabelecida quando determinadas empresas tornam-se fortes anunciantes de jornais ou revistas, por exemplo.  Essa relação pode nos levar até um dilema ético inerente aos veículos de informação de hoje.

Quando pensamos nos grandes veículos dificilmente  a veracidade dos fatos é posta em xeque, mas sim uma possível omissão em razão de vínculos comerciais. Tanto questionamento tem algum fundamento? Os mais realistas haverão de concordar comigo quando afirmo que nesses casos o jornalismo tornou-se a arte de escrever no verso de um anúncio publicitário. É preciso indagar se tudo o que foi noticiado era realmente “tudo” o que havia para ser noticiado. A partir desse ponto a tônica do jornalismo deixa de ser a notícia, mas sim o interesse comercial.

Isso nivela toda a classe jornalística? Não. Situações como essa, são exceções à regra, o que por definição – as tornam raras. Todavia é um problema moral  que pode afetar o cidadão comum, o público alvo. A figura do jornalista, ou mesmo de um jornal, resume uma função social muito abrangente, o jornalismo é encarado como verdade, como informação criteriosa que chegou até seu destino final: o cidadão.

O perfil do novo comunicador surge num momento conturbado, onde é preciso saber lidar não somente com todos os recursos que o mundo atual oferece, mas também com as limitações impostas por estes recursos. A nova geração de publicitários/jornalistas terá de saber se portar frente a toda essa “histeria”, terá que aprender o momento certo de unir os dois campos e a hora exata de separá-los, tudo isso com ética e moral. Será que é pedir demais?

 

 

A procura perfeita

Por F.Gimenes

Em meio a vertiginosa batalha pela frente da internet, eis que surge um oponente de peso, o Cuil. O novo motor de buscas da internet foi criado por ex-engenheiros do Google e promete desbancar o rival.

Entre as principais diferenças destaca-se o formato de exibição dos resultados. O Cuil mostra seus resultados por colunas e não por listas, como o Google. Outro diferencial, destaca Anna Patterson (co-fundadora do sistema), é que o novo motor exibe os melhores resultados indexados e não somente os mais populares, como o rival. O Cuil ainda não possui uma versão .BR.

A palavra “cuil” é de origem celta e significa “conhecimento”, sua pronúncia correta em inglês é “cool” que quer dizer Legal.

O dilema das Houses

Pegando carona na edição deste mês da revista Target, e nas discussões do Orkut, o Dilema das Houses chega ao Mídia Básica. O grande problema de toda essa história está no descompasso existente entre uma agência de publicidade e as houses.

A onda das houses, ao que tudo indica, está crescendo. Em primeira instância as houses têm surgido como uma solução barata para uma necessidade antiga das empresas: a publicidade. A criação de um setor dentro das empresas que dê suporte “em tempo real” a demanda contínua – ainda que pequena – de material publicitário, tem gerado conflitos entre os profissionais da área.

 O dito descompasso surge quando uma house – que deveria cuidar apenas de tarefas pequenas – atua como substituta de uma agência de publicidade, por exemplo, criando campanhas para a empresa. A meu ver a questão é bastante óbvia: É preciso entender que a house é uma boa solução para os problemas simples do dia-a-dia de uma empresa. Quando comparada à uma agência – que tem à sua disposição um leque de profissionais especializados em cada área da publicidade – uma house torna – se extremamente obsoleta.

Infelizmente é preciso considerar que existe uma enorme diferença entre a teoria e a prática. Ou seja: por mais que as houses não estejam aptas à desenvolver trabalhos publicitários, ainda sim custam menos para a empresa. Este fato, como todos sabem, muda tudo. No final das contas não adianta apontar as desvantagens de uma house, se a empresa que não estiver disposta à destinar verba para o campo publicitário, ela sempre optará pelo mais barato: a house.

 

F.Gimenes

A Publicidade Perfeita

Nesta semana foi divulgado o resultado Top Of Mind Internet. O resultado da pesquisa me fez pensar um pouco sobre as marcas vencedoras. Um ponto que se destacou foi a maneira como os Bancos utilizam as ferramentas publicitárias à seu favor.

Com a convergência de mídias esse fato tem evoluído, entretanto, a propaganda sempre foi a Alma deste negócio. Veja este comercial criado em 1979 para o Banco Itaú:

A publicidade utilizada pelas empresas bancárias, creio, é um dos melhores exemplos de como a propaganda pode alavancar um negócio. Se analisarmos os lucros líquidos de alguns bancos no primeiro trimestre deste ano, veremos que, por exemplo, o Bradesco ultrapassou a marca de R$2 Bilhões. Tal fato não se deve exclusivamente à uma boa publicidade, os serviços prestados, por exemplo, são um ponto muito forte. Contudo a exploração dos recursos publicitários tem sido o caminho das pedras para os bancos.

Fora o Bradesco é fácil encontrar outros exemplos. O Banco Real tem explorado diversas ações focando o público universitário. No Espírito Santo o Banco Banestes saiu de uma crise que já durava quase 10 anos utilizando a publicidade para valorizar o “consumidor capixaba”

O que é preciso entender é que o modelo de publicidade aplicado pelos bancos é quase perfeito. Por tal perfeição e – principalmente – pelos resultados alcançados é que este modelo deve ser seguido e pensado em outros ramos de negócio. Na verdade, não trata-se de um modelo publicitário, mas sim de um conceito.

A seguir uma das mais belas propagandas do Banco que obteve o maior lucro líquido deste ano, o Bradesco:

 

F.Gimenes

Top of Mind de Internet – Os mais lembrados da rede

A famosa pesquisa Top Of Mind internet divulgou esta semana as marcas que são as “queridinhas” do público na internet. Em destaque aparecem Itaú, Coca-Cola, Nike, Gol, Visa, Skol e Brastemp como bi-campeãs da 2º edição do Prêmio, realizado pelo UOL, com pesquisa do Datafolha.

O Resultado revela, por exemplo, mudanças na liderança de alguns ramos. O Itaú e o Bradesco este ano aparecem mais presentes na lembrança dos internautas do que o Banco do Brasil, líder na última pesquisa que não tinha como foco o público internauta. Confira no podcast Propaganda & Marketing a entrevista com o diretor da Datafolha, Mauro Paulino, e os diretores do UOL, Marcelo Epjestein (geral), e Enor Paiano (publicidade).

Veja agora outras categorias:

Automóveis
Fiat e Volkswagen empataram na categoria automóvel com 19% de embrança.

Cartões de Crédito
Visa é o cartão de crédito que mais apareceu na pesquisa, com 38% da lembrança contra 20% de Mastercard, quase o dobro a mais.

Cerveja
Skol é a cerveja mais lembrada na categoria cerveja na intrnet, com 38%, seguida de Brahma, com 17%. A terceira é Antarctica com apenas 4% de lembrança ligada a internet.

Linhas aéreas
Gol lidera a lembrança como Companhia Aérea com 43% de elmbrança, seguida de TAM com 32% e Varig com 6%.

 e-Commerce
Americanas. com é a marca de e-commerce mais lembrada, com 18%, contra os 14% do Submarino. com.

Fast food
McDonalds lidera com 41% na lembrança de lanchonete ligada a internet contra apenas 4% do Habibis.

Refrigerante
Coca-Cola tem 64% da lembrança de marca vinculada a internet deixando Antarctica bem atrás, com 6%.

Fonte: PropMark

Algo sobre o E-mail Marketing

No Primeiro Fórum Capixaba de Marketing Digital entrou em pauta a questão que trata da funcionalidade do envio de informativos via e-mail. Trata-se de uma discussão antiga na qual sempre tentamos diferenciar o  E-mail Marketing do Spam.  Aliás, ai começa a funcionalidade desta ferramenta.

Para qualquer ação deste caráter, é preciso – antes de mais nada - saber com precisão se seus informativos serão considerados propaganda útil (algo que o destinatário realmente se interesse), ou se receberão a “bandeirinha” de spam. De acordo com as dicussões que aconteceram no Fórum, toda a eficácia do e-mail mkt depende da aceitabilidade do destinatário. Entretanto como chegar a isso? Algumas passos podem ajudá-lo. Vejamos:

Comecemos pelo o opt-in.  Para quem desconhece o termo, trata-se  de uma expressão empregada para as regras de envio de mensagens que definem que é proibido mandar e-mails comerciais/spam, a menos que exista uma concordância prévia por parte do destinatário.

A obtenção de um cadastro de e-mails autorizados é a principal ferramenta à favor de quem quer realizar uma campanha baseada no envio de newsletter.  Ora, se o destinatário, em algum momento, se cadastrou no site interessado em seu conteúdo, aí está a porta de comunicação entre quem vende e quem compra. Sua mensagem será aceita, lida, e provavelmente trará algum resultado expressivo em sua campanha.

Mas qual é a chave que abre esta porta? A chave para esta porta consiste na criação de ações que convençam seu target de que ele realmente precisa estar atualizado naquele segmento. Para tanto, não há uma receita pronta à se seguir. Tratando-se de internet, é preciso considerar – com extrema cautela – como cada ramo deve operacionalizar seus serviços, bem como deve ser trabalhada sua imagem dentro da rede. Todos esses fatores influenciam direta ou indiretamente na hora de traçar um plano de marketing online visando a obtenção de um banco de dados preciso, para, mais tarde, ser útil no envio de propaganda via e-mail.

Resumo da ópera

Quer trabalhar com e-mail marketing?

Então não deixe que sua mensagem seja marcada como spam. Saiba com precisão quem está recebendo sua mensagem.

Como isto é possível?

Comece a trabalhar com database, e, a partir daí, saiba exatamente onde está pisando – ou clicando.

Quer mais dicas sobre como trabalhar com e-mail marketing?

Uma boa sugestão é analisar seu próprio comportamento em relação à toda propaganda que chega a sua caixa de mensagens.  Outras dicas você pode encontrar aqui e aqui.

 

F.Gimenes 

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